PARAÍSO
Todas
as escolas religiosas trazem, em seus ensinos, relações profundas com o
entendimento da vida após a vida.
É
natural que assim seja, pois, são as religiões, nos seus mais variados matizes,
a bússola e o amparo para as coisas que transcendem as explicações da ciência e
da razão.
Assim,
naturalmente, desejamos a conquista da felicidade após a conclusão desta vida, segundo
esse ou aquele preceito.
Se o
Paraíso ou Nirvana, ou qual seja a denominação que lhe damos, é o destino
daqueles que bem se conduzirem aqui, buscamos referências de como agir e
proceder para que a felicidade seja o destino final.
Nesse
afã e na preocupação com a felicidade futura, imaginamos que a construção dela
se fará pelas ações externas, pela ritualística ou pela aparência.
Esquecemos
que nada que se faça exteriormente terá sentido se não tiver sua origem na
nossa intimidade.
O
significado e o valor das ações externas estão diretamente ligados ao
sentimento com que as impregnamos. Assim, de nada valem orações, ritos,
promessas e pactos, se não nascem na intimidade de nossa alma.
Dessa
forma, pode-se entender que o reino dos céus, que o paraíso e a felicidade
futura são construção íntima de cada criatura e que, inevitavelmente, se
exteriorizará na vida após a morte.
Se
temos a preocupação de sermos felizes mais além, que comecemos hoje a
implementar essa felicidade, nas matrizes de nossa alma.
Para
tanto, a conquista da consciência tranquila, resultado do dever retamente
cumprido, dos compromissos bem conduzidos, dos objetivos delineados com acerto,
é, certamente, a melhor referência.
Buscando
a retidão interna, pautada em valores nobres que todos trazemos latentes na
alma, vamos construindo o paraíso que anelamos.
Dessa
forma, quebramos a ilusão de que o reino dos céus, poeticamente ilustrado e
exemplificado por Jesus, seja um lugar físico ou um destino a se chegar.
De
maneira alguma chegaremos externamente à felicidade, por se tratar de
construção íntima. Assim, não planejemos chegar ao Reino dos Céus, ao Paraíso
ou ao Nirvana.
Iniciemos
hoje a construção dessa tão desejada felicidade.
E,
quando a tivermos em nossa intimidade, onde quer que nos encontremos, ali será
o nosso céu bendito, conquista da alma em direção às coisas de Deus.
* * *
O
Espírito está fadado à felicidade.
Todos
estão na Terra para adquirir felicidade, jornadeando no rumo da plenitude que é
a meta futura.
Uma
vida rica de beleza interior é um poema de alegria.
Em
silêncio desabrocham as flores, desenvolve-se o embrião, a paisagem
modifica-se, fulgem as estrelas proporcionando alegria.
No
silêncio da alma desenvolvamos qualidades superiores e desabrochemos para a
felicidade.
do site Momento Espírita
Pensamento do dia: " Se a tarefa de iluminação do Planeta parece difícil, é oportuno recordar que, sem o espírito de renúncia, desprendimento e disciplina, as dores da Humanidade se agravam ainda mais" (Scheilla).

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